• 6 de agosto, 2019

Quanto valem seus dados? Saiba por que eles são tão valiosos.

Nosso cotidiano está cada vez mais conectado à internet. Você já deve ter ouvido falar do termo “Internet das Coisas”. Basicamente, todas as coisas – objetos mesmo – cada vez mais conectados à internet. Essa “onipresença” da rede mundial de computadores faz com que ações simples do dia-a-dia como assistir TV ou comprar um Dorflex na farmácia gerem dados valiosos sobre você.

Mas que dados são estes?

Pare para pensar todas as compras que você fez na farmácia nos últimos 6 meses. Se você tivesse anotado em um papel, saberia quantas vezes sentiu dor de cabeça, ficou resfriado ou sem desodorante. Você pode não ter anotado, mas a farmácia anotou. As redes de drogarias, por exemplo, monitoram todo o seu comportamento quando pede seu CPF para oferecer descontos. Elas sabem se você tem uma doença crônica, sabem seus laboratórios preferidos e os remédios que combinam com seu organismo. Tudo isso pode ser positivo por um lado. Mas pode ter um lado perverso, que vem sendo discutido a nível mundial: até que ponto empresas podem invadir nossa privacidade? Elas deveriam ter autonomia para fornecer nossos dados à terceiros? Pense que, de posse das suas informações, a drogaria em questão pode ganhar dinheiro vendendo as suas informações de compra para um laboratório farmacêutico.

A verdade é que por enquanto a maioria da população desconhece o quão preciosos são estes dados. Tão valiosos que este assunto passou a ser considerado como a 4ª Revolução Industrial.

Para entendermos esta relação econômica e social que a era digital tem causado na evolução dos sistemas de negócios e na ciência, vamos recapitular brevemente a história.  

A 1ª Revolução Industrial foi a transição de processos artesanais para a produção com auxílio de máquinas, um grande divisor de águas na história da humanidade. A população começou a experimentar um crescimento produtivo exponencial, sustentado pelo processo de manufatura. 

Aos poucos a manufatura foi substituída pela maquinofatura, na chamada 2ª Revolução, quando a fabricação passou a ser feita completamente por máquinas no lugar do trabalho braçal humano. 

Daí, por volta da década de 50, começou-se o desenvolvimento da eletrônica. Através dela, o surgimento da informática permitiu a automação da indústria, dando maior poder e autonomia às máquinas. A soma do poder dos motores com a automação eletrônica foi considerada então a 3ª Revolução Industrial da nossa história.

Nos dias atuais, vivemos a conhecida “revolução digital” ou, provavelmente, a 4ª Revolução Industrial. A era do conhecimento se caracteriza pelo uso intensivo da internet e a captação de dados de usuários pelas empresas, como falamos lá no início. 

Este compilado de dados captados por redes sociais, aplicativos, trâmites online, objetos, sensores e sistemas fazem das empresas de tecnologia cada vez mais prósperas. Sem contar as redes sociais, que mapeiam todo o seu comportamento online, permitem que as empresas analisem suas atividades e gerem relatórios de dados que medem o capital social – o valor que os indivíduos tem da rede social. As empresas que obtêm esses dados são consideradas extremamente poderosas, por simplesmente entenderem e analisarem o comportamento do usuário. 

Top 15 Best Global Brands Ranking (2000-2018)- pesquisa publicada “The Global State of Digital in 2019 Report”

A pesquisa publicada “The Global State of Digital in 2019 Report” revela o impacto dessa transformação digital no ranking das empresas mundialmente dominantes. Aquelas que baseiam suas operações na agilidade de informações de usuários (Apple, Amazon, Microsoft, Google e Facebook) são as mais valiosas do mercado e, não à toa, todas empresas de tecnologia. 

Este assunto de coleta de dados, valor de usuários e domínio de gigantes da tecnologia é mais próximo de você do que pode imaginar. Através de dados você pode se aproximar do seu cliente e oferecer soluções mais personalizadas, como fazem as grandes empresas. Você pode entender comportamentos e melhorar a operação do seu negócio. Para isso, você precisa de uma empresa de tecnologia que entenda do assunto. Não fique de fora da quarta revolução industrial e entre em contato agora com a Usabit.

Preencha o formulário e agende uma consultoria.

Cléo Soares

Cléo Soares

Olá, sou graduada em Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas e Jornalismo, pós graduada em Gestão Empresarial pela FGV, atuando como Analista de Marketing da Usabit.