• 17 de julho, 2019

Entenda o fim dos likes do Instagram.

O mundo virtual tomou conta da vida das pessoas. Não dá para negar a praticidade das informações que estão nas nossas mãos. As redes sociais mais do que nunca, fazem parte da rotina de muita gente, chegando até a trazer problemas de relacionamento, comunicação e administração do tempo.

Uma pesquisa realizada pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public Health, em parceria com o Movimento de Saúde Jovem aponta que 90% das pessoas entre 14 e 24 anos usam redes sociais – mais do que qualquer outro grupo etário. Ao mesmo tempo, as taxas de ansiedade e depressão dessa parcela da população aumentaram 70% nos últimos 25 anos.

Imagem ilustrativa de diferentes reações.

Na última semana a influenciadora Alinne Araújo foi vítima dos haters. A jovem de 24 anos, usou o Instagram para desabafar sobre o fim de seu noivado, um dia antes de seu casamento. Ela resolveu manter a cerimônia e a festa da mesma forma. Porém, após divulgar cenas, a youtuber começou a receber críticas dos seus seguidores, que acharam que a atitude da moça não passava de jogada de marketing.
Na última segunda-feira (15), Aline que já sofria de depressão e ansiedade, pulou do nono andar de seu apartamento no Rio de Janeiro (RJ).

Este é mais um lamentável caso de um tema que se torna cada vez mais frequente e preocupante, e se tornou pauta da F8, conferência anual dos desenvolvedores do Facebook, que aconteceu no final de abril deste ano, na Califórnia.
Durante o debate foram anunciadas mudanças para o Instagram. O aplicativo que é usado por mais de 1 bilhão de pessoas todos os meses, percebeu que os números de curtidas estavam sendo o foco principal da plataforma. E os desejados likes estava gerando problemas como ansiedade, depressão, bullying, auto-identidade e imagem corporal, diagnosticados por diversos estudos sobre estigma relacionado a saúde mental.

Instrução do aplicativo sobre a nova versão.

Depois de testes em alguns países, o Brasil recebe a partir desta quarta (17) essa atualização, que consiste em ocultar o número de curtidas em fotos e as visualizações de vídeos. Esta a princípio preocupou os influenciadores, mas segundo o empreendedor e especialista em Marketing Digital e monetização do Facebook e Instagram, Thiago Manoel, “O fim dos likes não causa medo para nós especialistas, sabemos que essas atualizações e todas as outras que estão por vir, são melhorias propostas pela plataforma que beneficia e se preocupa tanto os colaboradores quanto os usuários.”

Os likes continuarão a existir, só não serão mais públicas, apenas os administradores dos perfis terão acesso às estatísticas que não vão afetar as estratégias de marketing das marcas e startups. O que já é bem comum em sites, os cliques e comportamento dos usuários só são estimados pelos administradores.

Métricas disponíveis para os administradores.

Outras mudanças também foram anunciadas na Conferência, mas ainda sem previsão para início dos testes. A empresa está empenhada em reverter essa imagem negativa do aplicativo, por isso anunciou mudanças como:

Create Mode: nova interface de câmera, que mudará a posição dos ícones e exibirá seus recursos em uma espécie de círculo – e não mais em linha.

Vendas: O novo recurso permite que figuras públicas, influenciadores, artistas ou celebridades coloquem tags de compras em suas fotos — assim como na ferramenta disponível hoje para lojas. Os seguidores poderão comprar os itens direto pelo Instagram.

Doações: será também lançada uma ferramenta para stories que permite que as pessoas arrecadem dinheiro para organizações sem fins lucrativos, como Black Girls Code, Malala Fund, GLAAD e The Nature Conservancy. O usuário poderá acompanhar em tempo real a quantia arrecadada.

Contra o bullying: foi anunciada também uma série de ferramentas em testes para tornar o Instagram “menos tóxico”. O recurso nudge alertará o usuário se ele estiver prestes a comentar algo em tom agressivo. O away mode permitirá que o usuário coloque o Instagram em um modo inativo enquanto estiver passando por um momento agitado. Já com a opção de gerenciar interações, o usuário poderá limitar com quais pessoas deseja interagir, sem precisar bloqueá-las.

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Cléo Soares

Cléo Soares

Olá, sou graduada em Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas e Jornalismo, pós graduada em Gestão Empresarial pela FGV, atuando como Analista de Marketing da Usabit.