• 3 de setembro, 2019

Como desenvolver uma ideia digital?

O mundo, as pessoas e as coisas estão cada vez mais tecnológicas e talvez você não se lembre como era sua rotina sem WhatsApp, Spotify, GPS ou sensores de ré e presença, por exemplo. Estes e muitos outros serviços e produtos se tornaram populares nas últimas décadas. Há alguns anos as empresas estavam focadas em mineração de dados e colaboração virtual e esse processo foi fundamental para que hoje os executivos direcionem energia para a inteligência artificial, computação cognitiva e a Internet das Coisas.

A internet das coisas, por exemplo, é uma rede de objetos físicos capazes de reunir e transmitir dados. O uso de carros, fechaduras inteligentes, termostatos conectados possibilitam que dados captados através desses objetos sejam enviados para os provedores de serviços. Essas novas capacidades de automação e coleta de dados dos objetos comuns ampliam as possibilidades de estudos acadêmicos e de automatização de serviços. 

A cada dia novas ideias surgem com o intuito de trazer facilidade para o mundo, como alguns grupos de pesquisadores e cientistas, que estudam e desenvolvem soluções com foco na responsabilidade social. Na área tecnológica, por exemplo,  as políticas chamadas de TI Verde são calcadas no reaproveitamento de recursos tecnológicos e na racionalização do consumo de energia para manutenção de data-centers, além de outras ações voltadas para o aproveitamento dos benefícios das transformações digitais. É muito bom saber que existe uma conscientização das empresas para implementar estratégias de TI sustentáveis e os efeitos são sentidos no empreendimento como um todo, com melhor aproveitamento de recursos e melhores condições para continuidade dos negócios. É o exemplo da Ecosia, um buscador alemão que afirma doar 80% da sua renda para recuperação da Mata Atlântica no Brasil. Com mais de 2 milhões de usuários, a cada busca feita no portal ele se compromete que uma árvore seja plantada a cada 60 segundos. 

Esse avanço tecnológico também inclui a automatização de processos, gerando menos custos, menos retrabalho, maior produtividade e, consequentemente, maior lucro. Durante muito tempo os trabalhadores se sentiram inseguros com esses avanços da tecnologia, mas com o tempo eles entenderam a importância de ter uma qualificação para continuarem inseridos no mercado.

Se você tem um projeto e quer empreender, neste texto vamos te dar o caminho das pedras para que tenha sucesso desde o início. Com base nas experiências de nossos clientes destacamos aqui as fases que vivenciamos e consideramos de extrema relevantes para que sua ideia saia do papel e seu projeto seja transformado em tech.

O MARCO ZERO

O ponto de partida para iniciar o projeto é saber o que você quer do seu negócio, o que espera com ele e se ele faz sentido. Esse é o marco zero!  Muitas pessoas têm receio de compartilhar suas ideias por medo de ser plagiado, mas nesta fase é fundamental dividir seu plano com pessoas de confiança que possam te ajudar a compreender se sua ideia é de fato funcional. 

Sua ideia precisa ser a solução de um problema.”

Então o próximo passo é validá-la, ou melhor: tentar invalidar sua ideia. Sim, é preciso se questionar se ela é realmente relevante e quais são as principais barreiras que você pode encontrar durante o seu planejamento e execução. Questionar sobre o que invalida o projeto, o que te afasta do carinho que você tem por sua ideia e te dá outra perspectiva daquilo que você crê que será um sucesso.

Também é necessário tentar entender o real propósito pelo qual você quer empreender, assim que tiver essas respostas terá convicção do que quer e não irá desistir quando as dificuldades chegarem. 

O MERCADO

É importante saber se ele está de fato preparado para receber a sua solução. Muitas vezes achamos que a ideia que temos é inovadora, mas não buscamos saber se mais alguém já teve a mesma ideia ou se existe algum projeto que se assemelha. Nesta fase você vai buscar conhecer seus concorrentes, se existe um projeto igual ou parecido com o seu. Se por acaso achar algo que se assemelhe, este não deve ser um impedimento, pelo contrário, deve ser um bom motivo para conhecê-lo e procurar seu diferencial para superá-lo. 

O time de mercado é outro ponto importante que deve ser levado em consideração. Por exemplo, a Netflix hoje tem cerca de 10 milhões de assinantes, mas há pouco mais de 10 anos, a empresa surgiu com o intuito de entregar DVDs pelo correio. Ela entendeu que a forma de consumo de filmes por aparelho de DVD estava ficando obsoleta, então lançou algo inovador. A empresa percebeu o momento do mercado e viu a oportunidade de crescimento, hoje ela está disponível para 190 países, produz centenas de horas entre filmes e séries e se tornou a empresa de entretenimento com maior valor de mercado do mundo. Mas há 10 anos atrás também era impossível o streaming de vídeos pela internet, ou seja, o mercado ainda não estava preparado para o produto de sucesso que a Netflix viria a se tornar.

CONSUMIDORES

Após esse processo de análise do mercado e avaliação do produto, vamos começar a entender de que forma seu produto digital pode se tornar viável financeiramente. Você pode até achar que sua empresa pode funcionar off line, mas como empresa de TI afirmamos e incentivamos que os empreendimentos pensem e se comportem online. 

Somos especialistas na área vamos destacar alguns exemplos de empresas digitais, contar brevemente seu diferencial e apontar suas formas de faturamento.

A tecnologia vem desempenhando um papel fundamental na redução de custos e no aumento da vazão de atendimento de empresas “convencionais”. A Contabilizei por exemplo, surgiu para simplificar o trabalho contábil, a plataforma assessora as empresas e permite que as elas emitam suas notas fiscais, recebam guias de impostos com as datas de vencimento. Com a tecnologia de armazenamento em nuvem e acessibilidade a Contabilizei possibilita que os processos sejam otimizados e com menor custo. Seu faturamento é através de assinatura mensal.

Outro exemplo é se comportar como um aplicativo – como o caso do IFood, que percebeu a necessidade dos consumidores e dificuldade de entrega por delivery de estabelecimentos gastronômicos. A empresa solucionou o problema criando um aplicativo que revolucionou o mercado, em seis meses o app já contava com cardápio de 50 restaurantes em São Paulo e seu faturamento vem através dessas entregas.

Pode optar também como Facebook que se comporta como site e aplicativo e sua receita é gerada através da venda de anúncios segmentados. Ou como a já citada Netflix, um streaming que também possui site e aplicativo. Sua renda é gerada através dos planos de seus assinantes.

E como exemplo de site e-commerce, citamos a Amazon, uma das primeiras companhias de relevância a vender produtos na Internet. A empresa é um exemplo de marca que nasceu em uma garagem e vendia somente livros, atualmente ela comercializa produtos diversos, como brinquedos, eletrônicos, vestuário e acessórios. Além disso, a gigante do varejo online oferece serviços, como a Amazon Web Services (serviços de armazenamento em nuvem), Amazon Prime (streaming) e Alexa (assistente virtual). Atualmente a Amazon está entre as empresas mais valiosas do mundo e fatura com essas vendas.

INVESTIDORES

Após entender como sua empresa vai se apresentar, é preciso saber que tipo investimento será necessário e onde consegui-lo para tornar o projeto viável. Essa é uma das maiores dúvidas do empreendedor. Onde buscar o investimento?

O conceito em inglês dos 3 F’s – Family, Friends and Fools, que em português significa família, amigos e conhecidos, representa as três primeiras opções que o empreendedor deve recorrer para obter apoio financeiro quando lançar uma ideia de negócio. 

Esta é considerada uma hipótese para evitar as elevadas taxas de juros dos bancos e demais instituições financeiras geralmente praticadas no financiamento a projetos em fase de arranque. Obviamente que, embora se estabeleça um compromisso pessoal, não significa que não se deva continuar a procurar outro tipo de investimentos e investidores que não pertençam ao círculo familiar e de amigos.

Sem o apoio dos “3F’s”, a maioria dos investidores de capital de risco têm mais cautela ao acreditar em um novo projeto, então o empreendedor pode procurar uma aceleradora, elas existem no mundo há relativamente pouco tempo e no Brasil é ainda mais recente. Mas seu objetivo é como o nome indica, ela levar a empresa do estágio que ela está a um bem mais avançado em muito pouco tempo. Com o intuito de ajudar os empreendedores a construírem e consolidarem seus negócios, elas se tornam sócias de projetos promissores para ajudá-los a crescer no longo prazo. 

O DESENVOLVIMENTO DA TECNOLOGIA

Falando em custos, uma boa estratégia para reduzir o investimento inicial é que seu projeto pode ser lançado com uma versão considerada mais simples, o que chamamos de Mínimo Produto Viável (MVP). O MVP ajuda os empreendedores a iniciarem o processo e incentiva o aprendizado de uma forma mais rápida possível, poupando tempo e esforços importantíssimos para esse start. 

O MVP é o melhor amigo do empreendedor.

Desta forma, você desenha a menor versão possível da sua ideia, ou seja, muito provavelmente com menos funcionalidades. O MVP de uma casa, por exemplo, é ser habitável com teto, paredes e piso. Pelo menos um banheiro e uma cozinha. Janelas e portas. A evolução de uma casa, depois de habitada, pode ser varanda, terraço, quintal, mais quartos, mais banheiros, aquecimento, garagem e uma infinidade de melhorias. Morando na casa, você aprende onde bate o Sol e, assim, pode escolher onde ficará o jardim. Num produto digital, acontece exatamente igual.

Um exemplo motivador de produto que surgiu a partir do MVP é o Dropbox. Seu fundador percebeu  que apesar da grande oferta de serviços de armazenamento de documentos na “nuvem”, muitos tinham problemas que prejudicavam a usabilidade. Por isso, ele queria criar um serviço mais simples e sem todos os bugs dos outros, além de, claro, armazenar os arquivos com segurança. Como ele não tinha investimento inicial, decidiu então criar um vídeo que mostrava exatamente a proposta do projeto e do dia para a noite, o número de interessados – que se inscreveram para atestar sua curiosidade – cresceu de 5.000 para 75.000. O MVP aplicado pelo Dropbox é do Tipo Fumaça (que é uma forma simples de demonstrar o seu produto gerando algum interesse por parte dos seus clientes).

Em um produto digital, é necessário analisar os custos de tecnologia avaliando estrutura de back-end. Um engenheiro de software e um designer são os profissionais ideais para isso.  

O back-end – guarde este nome – é o “cérebro” que armazena todos os dados gerais que fazem seu produto funcionar. E o acabamento, que é a estrutura de front-end, é a parte da interação do usuário com o produto. Os custos podem ser altos e envolvem servidores, valor da hora de trabalho do time, infra etc.

Para te conduzir e solucionar suas dúvidas é ideal contratar uma empresa de confiança especializada no assunto. A Usabit e um time de desenvolvimento de software que nasceu com foco na usabilidade, ou seja, desenvolvemos produtos otimizados de acordo com a necessidade de cada cliente, para que os usuários tenham uma perfeita experiência com o produto. O processo exige esforço, pesquisa, testes e  planejamento estratégico. É possível enfrentar as fases sem auxílio, mas encontrar alguém para mentorear essas etapas tornam-as mais leves. Se você tem uma ideia e se sentiu motivado com este texto a tirá-la do papel, te convido a entrar em contato conosco. Será um prazer ajudar! 

Cléo Soares

Cléo Soares

Olá, sou graduada em Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas e Jornalismo, pós graduada em Gestão Empresarial pela FGV, atuando como Analista de Marketing da Usabit.